segunda-feira, 28 de junho de 2010

Schindler's Lust (199?)




Elenco: ???
Dirigido por: Keith J. Crocker

Um filme experimental, todado em 8mm, em preto e branco, mostrando cenas aleatórias, claramente inspiradas em filmes do gênero, como Ilsa, She Wolf of the SS e Beast in Heat.






O gênero mais maldito do exploitation vem ganhando uma espécie de revival nos últimos anos. Desde produções mais refinadas que exploram o tema "nazismo + sexo", como o excelente A Espiã de Paul Verhoeven, até novas obras declaradamente nazi-exploitation.

A mais famosa, provavelmente, é Werewolf Women of the SS, o trailer falso de Rob Zombie para o projeto Grindhouse. Mas o grande ressucitador do gênero é o novaiorquino Keith J. Crocker. É ele o responsável pelo primeiro longa do gênero em quase 30 anos, Blitzkrieg: Escape from Stalag 69, em breve aqui no blog.

Mas hoje estaremos falando de Schindler's Lust, do mesmo diretor e que vem incluido no DVD de Blitzkrieg, um projeto inicialmente pensado como um longa metragem, mas que, por falta de recursos, teve de ser montado como um falso trailer. Aliás, falta de recursos é eufemismo: o que se vê na tela são tomadas escuras, em preto e branco, cenas desconexas montadas com uma narração feita por uma voz que, francamente, deveria ser proibida de narrar, e diálogos pessimamente dublados. Pelo que se pode entender, são diversas histórias, mostrando experimentos, torturas e sexo sangrento, mas sem nunca combinar como uma história coerente, do tipo que se fosse um cineasta brasileiro fazendo, provavelmente ganharia exibição no festival de Tiradentes. Mas como estamos querendo ver um nazi-exploitation, só fica a sensação de estupro mental, e pouca diversão.

E há, é claro, as infames suásticas invertidas, felizmente propositais.



Mas, na verdade, tratando-se de uma obra claramente amadora e feita para o divertimento dos envolvidos mais até do que para o divertimento do espectadores, Schindler's Lust não deixa de ser um filme trash engraçado. Até por sua homenagem a outros filmes do gênero, sendo a mais divertida o mutante peludo estuprador, uma citação direta a Sal Boris em Beast in Heat.

E o título, apesar de ser a melhor coisa da obra, não tem nenhuma relação com a história. Keith melhoraria o nível técnico no seu longa, mesmo que ainda tenha muito para aprender como cineasta. Por exemplo, não usar trezentas subtramas no mesmo filme. Mas isto é assunto para uma outra postagem.

Ponto alto: a homenagem à Beast in Heat
Ponto baixo: a imagem é MUITO escura

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